Durante o Global Meeting – Finanças Sustentáveis, promovido pelo Instituto Global ESG, o Sicoob – Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil reforçou seu protagonismo em pautas essenciais para o desenvolvimento sustentável, como inclusão financeira, cidadania, investimento social e transição ecológica. Em sua fala, Luiz Edson Feltrim, coordenador de Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob, compartilhou sua experiência de 42 anos no Banco Central e destacou a atuação diferenciada das cooperativas de crédito.
“ A cooperativa é uma sociedade de pessoas. Ela pensa no território, nas comunidades. Todo o movimento financeiro gira ali e contribui diretamente para o desenvolvimento da economia social e local ”, afirmou Feltrim, ao relembrar a importância da reciclagem da poupança nos territórios e do apoio do Parlamento ao marco legal do cooperativismo.
Um dos pontos altos da fala foi a menção a projetos de inclusão financeira emblemáticos, como o da Caixa Econômica Federal, que utilizou barcos para levar serviços bancários a comunidades ribeirinhas na Amazônia. Feltrim também anunciou a aproximação estratégica com o Instituto Global ESG, destacando a sinergia entre os valores do cooperativismo e da agenda ESG.
“ Estamos começando um namoro com o Instituto Global ESG. Temos muito em comum: pensar em pessoas, em comunidade, em sociedade. Essa é uma agenda natural para o cooperativismo ”, comentou.
A educação financeira foi outro eixo destacado. O Sicoob tem investido fortemente nesse campo e esteve representado também por Eduardo Trigueiro, analista de Cidadania e Sustentabilidade. Feltrim citou a participação de Trigueiro, que faria parte de um painel no evento, mas teve conflito de agenda. Ainda assim, sua atuação foi lembrada como parte essencial dos esforços da instituição.
“ Incluímos no projeto Desenrola Brasil a obrigatoriedade de as instituições financeiras promoverem educação financeira, mas isso já era prática no Sicoob ”, ressaltou.
Feltrim também defendeu a regulamentação urgente do mercado de carbono no Brasil. Compartilhou uma conversa recente com uma especialista da área que comparou a realidade brasileira à dos Estados Unidos, onde práticas como o plantio direto já são base para a geração de créditos de carbono
“ Aqui, o plantio direto já é prática comum. O Brasil precisa de um mercado de carbono regulado para transformar isso em valor e sustentabilidade concreta ”, afirmou.
A participação do Sicoob no encontro reforça a importância da presença cooperativista na transição para uma economia de baixo carbono, centrada em pessoas, territórios e inclusão. A instituição reiterou seu compromisso com o fortalecimento das agendas de sustentabilidade e com o diálogo institucional contínuo com o Instituto Global ESG.
Saiba mais:
• O Instituto Global ESG atua como centro de excelência e articulação multissetorial, com sedes em Brasília e São Paulo, coordenando o Movimento Interinstitucional ESG na Prática.
• O Programa ESG20+, estruturado com base nos 20 Princípios Norteadores do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, promove ações integradas entre os setores público, privado e acadêmico para a construção de uma nova economia sustentável.
• A Frente Parlamentar ESG na Prática (FPESG) no Congresso Nacional apoia o desenvolvimento do Marco Regulatório do ESG, integrando políticas públicas, inovação e responsabilidade socioambiental.
Confira o vídeo: https://youtu.be/VBiyQFFJ6m8?si=flj245RJTAirjZt0
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