Instituto Global ESG
Área do associado
Voltar às notícias
Leitura integradaConteúdo originalmente publicado pelo Portal Global ESG
Ver original

Economia Verde

Secretária Júlia Cruz defende circularidade como base da Nova Indústria Brasil em palestra magna no Global…

Economia circular além da reciclagem, integração com cadeias produtivas, descarbonização e finanças sustentáveis foram eixos centrais da fala

Por Portal Global ESG
Compartilhe
Secretária Júlia Cruz defende circularidade como base da Nova Indústria Brasil em palestra magna no Global…

O Global Meeting – Circuito COP30 | Simpósio de Economia Circular e Cadeias Produtivas Sustentáveis, realizado no Complexo Na Praia, avançou em sua programação com a palestra magna da secretária nacional de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Júlia Cortes da Cunha Cruz.

O encontro, que integra a preparação para a COP30 em Belém (PA), é uma realização do Instituto Global ESG e do Movimento Interinstitucional ESG na Prática, em parceria com a Embrapa e o Grupo R2, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e fomento do Grupo Arnone, além do apoio institucional da Comissão Nacional para os ODS da Secretaria-Geral da Presidência da República (CNODS/PR) e de diversas entidades públicas e privadas.

Circularidade além da reciclagem

A secretária iniciou sua fala com um exemplo pessoal marcante: o contraste entre um fogão antigo, herdado da família, durável apesar da aparência, e um fogão moderno, sofisticado, mas que em um ano apresentou falhas graves e irreparáveis.

“ Quando falamos de circularidade, não estamos falando apenas de reciclagem e resíduos. Estamos falando de pensar os materiais, os componentes e os produtos para que tenham o maior uso possível, pelo maior tempo possível, e com o maior valor durante esse tempo. ”

O exemplo ilustrou a lógica da obsolescência programada e a necessidade de repensar o design e a produção de bens de consumo sob a ótica da durabilidade, reparabilidade e reuso.

Nova Indústria Brasil: inovação, circularidade e descarbonização

Júlia contextualizou a circularidade dentro da Nova Indústria Brasil (NIB), política lançada pelo governo em 2024:

“ O Brasil voltou a ter uma política de industrialização forte. Mas não é qualquer industrialização. Não é uma reindustrialização linear. É uma indústria do futuro, pautada em inovação, circularidade e descarbonização. ”

Ela destacou que a NIB deve garantir competitividade e sustentabilidade, explorando vantagens comparativas do Brasil, como a matriz energética mais limpa do mundo, o sistema científico robusto e a experiência acumulada com biocombustíveis e bioeconomia – com forte contribuição da Embrapa.

Oportunidade para o Brasil

A secretária enfatizou que, diante das mudanças climáticas já em curso, a transição sustentável não é apenas necessidade, mas também oportunidade:

“ Falar de circularidade, descarbonização e bioeconomia é falar de desenvolvimento. O Brasil tem todas as condições para liderar essas cadeias produtivas limpas e inclusivas. ”

Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC)

A fala reforçou ainda a importância da Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC), lançada pelo MDIC em 2024, como guia da transição:

“ Pensar circularidade além da gestão de resíduos é pensar um modelo econômico voltado para o desenvolvimento em novas bases. E isso não é uma agenda de governo, é uma agenda de país. ”

Júlia destacou o fórum participativo criado para acompanhar a implementação da estratégia, com presença de instituições públicas, setor privado, academia e movimentos sociais:

“ Queremos que a circularidade entre definitivamente na pauta econômica brasileira. E isso só será possível com participação ampla e engajamento coletivo. ”

Inclusão social e catadores

A secretária também destacou a necessidade de inclusão dos trabalhadores da reciclagem no novo modelo:

“ No Brasil, pensar circularidade também é incluir todo um segmento da população que atua como catador. É trazer dignidade e reconhecimento a quem já contribui para manter materiais em circulação. ”

Circularidade como ponte para cadeias produtivas e finanças sustentáveis

Encerrando sua participação, Júlia ressaltou que a circularidade deve dialogar com as cadeias produtivas e ser sustentada por mecanismos de financiamento inovadores:

“ Circularidade não é apenas ambiental. Ela é motor de inovação, de competitividade e de inclusão. Mas nada se fará sem financiamento. É preciso conectar circularidade, cadeias produtivas e finanças sustentáveis em um projeto único de desenvolvimento para o país. ”

Esse discurso consolidou a visão do MDIC de que o Brasil tem condições de assumir a liderança global em economia circular e bioeconomia, transformando desafios ambientais em oportunidades de inovação, emprego e justiça social.

Participar

Fonte e versão original

Portal Global ESG

Esta leitura preserva o conteúdo, a autoria e a correspondência editorial da publicação original. Para consultar atualizações, correções, recursos multimídia ou a versão canônica, acesse a matéria no Portal.

Acessar a matéria original